No dia 20 do corrente mês vai fazer
dois anos que foi eleita a direcção presidida por Paulo Pereira, o novamente demissionário dirigente. A fragorosa glorificação da lista "Pela Verdade", com "aval técnico" e tudo, veio a deixar escancarado (principalmente
no primeiro ano de mandato) um OCB em guerrilha interna (eles que desceram juntos e ufanosos a escadaria do Quartel dos Bombeiros!) e, pior do que as aleivosias, revelou um clube completamente "bloqueado financeiramente", longe do onírico cenário apregoado. Em Agosto de 2009, quando o PEC havia sido aprovado pela DGI e "já não era problema" (palavras de Pedro Faria, Vice-presidente), os sócios decidiram, em Assembleia-Geral Extraordinária, dar
"luz verde" à criação da SAD, "o passo certo", não a única saída para o clube, mas quase, pois foi definida como "uma nova ferramenta, que num clube bloqueado, sem receitas, pode fazer toda a diferença". Mais uma vez foram dadas condições para a direcção trabalhar. Recentemente, nas três Assembleias (pouco concorridas - onde param os sócios de "Maio de 2008"?), de Fevereiro e Março, procurava-se eleger uma nova direcção (antecipadamente), mas das "reuniões" apenas saiu um inútil e inaudito
"voto de confiança" (!) aos benfazejos elementos demissionários, que, entretanto, resolveram continuar em funções até ao fim da época desportiva. A partir do momento em que a equipa sénior "assegurou" a manutenção (
há mais de uma semana), o Presidente e o seu Vice de novo apresentaram a demissão (noticiaram os jornais locais), fazendo tábua rasa do "voto de confiança" dado pelos sócios! Pedro Faria, que já não se demitia há dois meses, entregou a quarta (!) carta de demissão, isto após ter dito,
há um mês, que tinha um "projecto a cinco anos" para o clube. É claro que a próxima época (bem como o que resta da corrente) está comprometida, porque, financeiramente, o clube está em agonia. Apesar das notícias inocentes sobre putativos reforços de
peso para o próximo ano (que seria de "outros voos"), nada existe para 2010/11. Actualmente, o OCB deve dois meses de salários ao plantel sénior (disse à comunicação social o treinador José Fernandes) e o afamado PEC, ficou a saber-se em Março na Assembleia, já não existe (o Plano Extrajudicial de Conciliação
caiu!; as prestações deixaram de ser pagas há largos meses), rondando a dívida clube (quase na totalidade ao Estado), agora, o milhão de euros! A SAD, que estaria a funcionar
a todo o vapor por esta altura, como
muleta do clube, desconhece-se em que
pé pára (alguém conhece alguém que já tenha comprado uma acção? Se sim, como conseguiu?)! Ouve-se o estertor do OCB, que depende da "generosidade e compreensão" da Direcção-Geral dos Impostos para respirar...