









Fotos: Elsa Peixoto

Uf! Está confirmada a permanência! O OCB jogava uma cartada decisiva e não vacilou. A vitória 6-4 ao HA Cambra segura os de Barcelos na I Divisão e atira os valecambrenses para a II, a três jornadas do fim da Prova 3. A partida levou ao desespero os adeptos mas, no fim das contas, os da casa tiveram motivos para sorrir! Refira-se que, nas últimas três jornadas, o clube barcelense mandou os três adversários para o escalão secundário! Primeiro, o Carvalhos, a seguir o Nortecoope, hoje, o Cambra!
Leal abriu o placard, ao minuto 7, de penálti; o capitão fez, aliás, uma grande exibição! Disse presente quando mais o clube precisou! Nélson Ribeiro, também com uma prestação de grande nível, marcou o segundo do OCB, em jogada individual, logo que pôs os patins na pista e em reposta a um golo dos amarelos (que jogaram de branco!), 2-1. Mas, no último minuto da etapa, houve nova perda de bola dos azuis e golo do Cambra, perante o desespero de Ginho.
O início do segundo tempo trouxe um espectro negro (2-3 para os forasteiros, aos 4 minutos, colocava o OCB abaixo da linha d' água!), que Leal fez questão de afugentar com o seu stick, quando, de imediato, colocou o encontro em 3-3. Nélson Ribeiro, em remate frontal, fez o 4-3, e, volvidos cinco minutos, Leal (hat-trick na partida!) marcou um penálti em jeito, como o primeiro, e voltou a enganar Mário Almeida (5-3)! Leal: o verdadeiro faz tudo do OCB! A dez minutos do fim da contenda, o Cambra reduziu para 5-4 e aumentou os índices de ansiedade dos da casa, que, inteligentemente, foram gerindo o tempo e a vantagem, alheios à falta de fair-play do banco do Cambra. No último minuto, Hugo Azevedo, peça chave a segurar a bola, fez o 6-4 e disse "ACABOU"! E acabou mesmo o sofrimento: a vitória por dois golos de diferença dispensa mais contas.
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O OCB NO CAMPEONATO
No jogo da sétima jornada da Prova 3, o OCB recebe o HA Cambra, Sábado 23 de Maio, pelas 18 horas. Este é um encontro crucial, pois já é definitiva a decisão do Presidente do CD Nortecoope em fazer o seu clube desistir do campeonato. Ora, como o OCB (único clube que efectuou os dois jogos da Prova 3 com esta equipa) conquistara seis pontos aos maiatos, passa dos 26 para 20. Parece assustador mas não é. Todos os outros clubes perdem apenas três pontos (o Nortecoope fora derrotado em todas as partidas), contudo, não vão fazer o segundo jogo. O que quer dizer que se o OCB vencer o Cambra, por dois golos de diferença (perdeu 4-3 em Vale de Cambra), alcança automaticamente a manutenção, pois ao Cambra restarão dois jogos e OCB terá três jogos para rectificar algo que possa correr mal neste encontro. O Cambra, imagine-se, também tinha feito uma ameaça semelhante à do Presidente do Nortecoope, motivado pelas arbitragens. Mas continuou a jogar. Ora, a isso chama-se bluff. No desporto usa-se para fazer vitimização e condicionar organismos. Quem acompanha minimamente o desporto conhece esse expediente. Na nova tabela da Prova 3, os valecambrenses (quartos, com 17 pontos) estão três pontos abaixo dos oquistas (terceiros).
Faz hoje um ano que foi eleita a direcção que, actualmente, dirige o OCB, mas com resultados perniciosos. As semanas que precederam a famosa "assembleia do quartel dos bombeiros" foram pródigas em trocas de acusações em jornais nacionais e locais (algo que já lá vai, mas hoje sabe-se "quem é quem"). Havia a hipótese de mais de uma lista ir a votos. Porém, apenas a lista liderada por Paulo Pereira ("pela verdade") reuniu os requisitos estatutários. Agora, corrido metade do biénio, é tempo de recordar os episódios principais (ver itens abaixo) da (in)acção directiva, esquecendo a parte desportiva, pois para tal era preciso muita tinta e papel. Com certeza que as grandes mudanças, na próxima época, vão ser apenas nas próprias regras do jogo (algo também preocupante!!). Mas, na primavera de 2010, haverá, obrigatoriamente, eleições, e aí sim, terão de ser encontrados dirigentes de outro jaez.
Fulcral! Os resultados da tarde, particularmente a vitória do Cambra sobre o Gulpilhares (3-2), tornavam a vitória do OCB ainda mais importante. E os oquistas lá conseguiram vencer o CD Nortecoope (3-6), mantendo os de Vale de Cambra (equipa em zona de descida que está mais próxima) a seis pontos de distância. Assim, Sábado, na recepção aos cambrenses, uma vitória servirá de lenitivo (definitivo!) para todos os barcelenses que tanto sofreram com o clube durante a época!
Este é o primeiro jogo da segunda volta da Prova 3: Sábado, 16 de Maio, às 21 horas, o OCB joga a sexta jornada no pavilhão do CD Nortecoope. No jogo da primeira volta, os oquistas acabaram por vencer sem grande oposição maiata, 2-0, mas agora voltam a um ringue onde perderam, 4-2, na Fase Regular. Os da Maia estão no quinto lugar da poule de manutenção com os mesmos 14 pontos com que a iniciaram (perderam todas as partidas da primeira volta)!! O OCB vem da vitória mais robusta da época, 1-7, nos Carvalhos, tem 23 pontos, e está no terceiro lugar do grupo, partindo para a Maia à procura da tranquilidade total. Em caso de vitória, a manutenção será quase irreversível, ao passo que uma derrota, para os maiatos, pode significar a condenação à despromoção.
Força OCB!!

Passados quase cinco meses, o OCB voltou aos triunfos fora de casa (para o campeonato); a última vitória forasteira foi em Gulpilhares, 0-1, com golo de Hugo Costa (autor de dois golos no jogo de hoje, 0-2 e 0-3). Em boa hora apareceu esta vitória que mantém o clube de Barcelos seis pontos acima da linha d'água (HA Cambra) e que deixa o CD Nortecoope (próximo adversário) a nove pontos de distância.
O clube barcelense, que surpreendentemente empatou, 1-1, no início da época (fase regular), na vila dos Carvalhos, concelho de Vila Nova de Gaia, volta no próximo Sábado, dia 9 de Maio, às 18:30 horas, ao recinto do CH Carvalhos - jornada 5 da Prova 3. A equipa gaiense queda-se pela última posição da tabela da poule, tem 7 pontos; em todo o campeonato só venceu por duas vezes (vitória caseira no dérbi concelhio com o Gulpilhares, na última jornada da fase regular, e triunfo na Maia, ante o CD Nortecoope, no último fim-de-semana). O OCB está com 20 pontos, vem de um empate frente aos gulpilharenses, e, neste jogo que fecha a primeira volta da Prova 3, tem o objectivo único de vencer para aumentar o fosso para os lugares de descida, que já é de seis pontos.
Um "prata da casa", termo usado amiúde por Vítor Silva, um miúdo de dezoito anos criado no Pavilhão Municipal de Barcelos, colocou o OCB, pelo segundo ano consecutivo, na final four da Taça de Portugal! Rafael Costa, já na segunda parte do prolongamento, apontou o golo (de ouro!) que deu a vitória aos da casa, 2-1!
No dia do município, os adeptos foram em romaria ao pavilhão e, mesmo aqueles que não sabem rezar, saíram com um bocado de fé no clube da terra! E como o dia era de festa (da Taça), também acorreram a Barcelos muitos romeiros da cidade mais santa de Portugal, desiludidos no fim, certamente, com o carácter profano da Festa das Cruzes.
Na primeira parte, embora bem disputada, só para um dos contendores houve oportunidades de golo: para os visitados. Os postes da baliza bracarense e o carismático guarda-redes Guilherme Silva, fizeram com que o placard mostrasse 0-0 ao intervalo.
O segundo tempo resume-se ao minuto 10, quando André Centeno, na conclusão de um contra-ataque, marcou o primeiro golo da contenda; e quando Nélson Ribeiro, na subida imediata à área dos visitantes, pôs tudo de novo empatado, 1-1! Leal, o capitão oquista, ia organizando o jogo da equipa e, não raras vezes, efectuava cortes providenciais, como o do último segundo da etapa final.
No prolongamento, surgiu então a sticada fulminante de Rafael Costa, que surpreendeu um guarda-redes vinte anos mais velho! Estava feita a romaria!
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