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sábado, 16 de julho de 2011

José Campos em entrevista no Jornal de Barcelos: «[dirigentes do HC Braga] não merecem qualquer credibilidade»

Quase um ano após assumir a presidência da SAD oquista, José Campos deu uma entrevista ao semanário Jornal de Barcelos, que está esta semana nas bancas. O dirigente, para além das questões desportivas e directivas do último ano, reagiu às críticas do HC Braga relativas à recente organização barcelense da 'final four' de juvenis. Os bracarenses haviam dito que o "Óquei de Barcelos fez tudo para não facilitar a vida" ao Braga, o que José Campos não aceita, pois "todos os clubes e Federação deram os parabéns à organização". E sentencia: "Quando no fim do último jogo vi a equipa do Braga sair do ringue antes do vencedor receber o troféu, e quando vejo nos jornais as críticas que a direcção do Braga nos faz, por uma questão de educação, de ética e de princípio, só tenho uma resposta a dar: não merecem qualquer credibilidade". E acrescenta, ainda, que "nessa mesma equipa estavam cinco atletas que foram formados no OCB e que não tinham esta educação." A propósito, acerca da saída de jovens atletas para o clube vizinho, o presidente diz desconhecer novos casos, mas acredita que "com o tempo a situação se irá inverter". "Mas o problema não passa pela vontade dos atletas saírem do clube", garante o dirigente, que fala em "manipulação" e "pessoas ligadas à modalidade" que prometem "mundos e fundos", (...) "como atletas no melhor do mundo".
José Campos considera que o processo de formação da SAD, há um ano, não foi complicado porque estava "rodeado por pessoas competentes e profissionais", que ajudaram a constituir a SAD "pelas vias legais, ao contrário do que se andou para aí a dizer." Sobre a forma como o clube barcelense chegou à situação irreversível, na qual a única saída era a criação da SAD, é bastante evasivo: "Tenho uma ideia, do que ouvia (...) e a realidade, se calhar, era bem pior." Sobre a actualidade, avança que não há salários em atraso, "está tudo em dia". E assegura que, desportivamente, a época "correu melhor do que o esperado". O líder da SAD não poupa elogios ao técnico José Fernandes, que considera: "excelente profissional", "experiente" e "pessoa séria". "Acima de tudo, é uma pessoa que gosta do OCB". E reconhece que o clube "terá uma dívida" para com o treinador para "toda a vida". Os reforços Hugo Costa e Zé Pedro são justificados pelo dirigente por serem "jovens formados nas nossas escolas" e que "têm qualidade" e "margem de progressão"; André Centeno, defesa/médio que também transita da AJ Viana com os dois jovens barcelenses, "preenche os requesitos do treinador" e, acredita o dirigente, "vai dar tudo pelo nosso clube". José Campos garante que as saídas de Márcio Rodrigues e Chumbinho foram pacíficas e, na próxima temporada, só vai "pedir aos jogadores que a equipa se mantenha na I Divisão" e defende que "tudo o que vier acima disso é bem-vindo". Mas não confirma a participação na taça CERS 2011/12.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

José Fernandes no sítio da FPP: "Sonho do título embala Barcelos"

«O Óquei de Barcelos viveu alguns dos momentos mais difíceis da sua história antes do início desta temporada, nos quais o cenário de extinção foi equacionado. Com jogadores garantidos quase sem tempo para preparar o novo desafio, a equipa técnica do histórico José Fernandes, bem apoiado pela SAD do clube minhoto, «arregaçou as mangas», e, quando já se disputa a segunda volta, a equipa ocupa um honroso sétimo lugar. Ganhar troféus é um sonho que pode ganhar contornos a… médio prazo.

«Esta época explica-se através de dois ou três factores: apoio forte da SAD, dos adeptos, mesmo que as coisas às vezes não corram como nós pretendemos, e porque acreditamos nos jogadores, escolhidos à pressa. Como costumo dizer, era os que havia no mercado. Por isso, têm surgido bons resultados, alguns inesperados, mas outros com mérito nosso», afirma José Fernandes, em declarações ao «site» da Federação de Patinagem de Portugal.

O treinador garante que este ano o principal objectivo é manter o Óquei de Barcelos na I Divisão: «Não estamos a trabalhar para o acesso às competições europeias, mas se os adversários permitirem, não vamos desperdiçar essa oportunidade. No entanto, queremos garantir o mais rapidamente possível a continuidade da equipa na I Divisão. Estamos muito perto do quinto lugar, mas se perdemos durante duas semanas seguidas, podemos ficar ‘embrulhados’ nos lugares mais complicados, porque abaixo de nós há equipas melhores apetrechadas, como a Juventude de Viana e a Física, com jogadores que actuam juntos há mais tempo do que nós».

José Fernandes explica como redimensionou as potencialidades de alguns hoquistas: «Garantimos o Nuno Almeida quando pensávamos que podia terminar a carreira. Trouxe maturidade e segurança defensiva. Recuperámos o Carlos André, que estava sem mercado e tinha feito uma má época no Cambra, contamos com o Xixa, que treinei pela primeira vez há 20 anos e agora marca mais golos, e o Nuno Félix: superou os ‘vícios’ que trazia de Angola, através do trabalho realizado a nível físico. Trouxe, também, mais experiência e qualidade técnica à equipa. Com outros mais novos, conseguimos construir o plantel talhado para jogar fora de casa, porque não temos de assumir o domínio do jogo e podemos aproveitar o contra-ataque com mais eficácia».

O técnico reconhece que não é, actualmente, possível lutar pela conquista de títulos, mas defende que o Óquei de Barcelos pode voltar ao nível dos tempos em que era uma forte potência do Hóquei em Patins nacional: «Podemos ganhar títulos a médio prazo, se mantivermos esta SAD. Não é fácil, devido à crise que se instalou não só no País, como na zona de Barcelos. Precisamos de dinheiro, porque para chegar ao primeiro lugar será necessário garantir quatro ou cinco jogadores de topo. Se o Benfica e o FC Porto mantiverem estes plantéis, não é fácil lutar com eles».

Continuidade no horizonte

A presença de José Fernandes na formação minhota em 2011/2012 é um cenário que poderá ficar definido no final desta época: «Já existiram algumas conversas sobre a minha continuidade. Pretendo ficar e disputar novamente o título de campeão nacional, porque, à excepção de algumas épocas, sempre lutei para o topo. Aliás, gostaria de terminar aqui a carreira de treinador. Como se sabe, gosto do FC Porto, mas é no Óquei de Barcelos que mais gosto de trabalhar. Totalizo aqui dez anos, um terço da minha carreira No entanto, tudo depende dos resultados. Se ganhar, ninguém se lembra de mim, se perder, todos criticam o treinador. Caso não continue, pode ser que me queiram noutro clube. Só me falta treinar na III Divisão. Houve a possibilidade de trabalhar na Juventude de Viana, num projecto semelhante ao que está a ser desenvolvido no Sporting, mas gorou-se».

Poucos… mas bons

José Fernandes confessa que falta treinadores com mais qualidade no Hóquei em Patins nacional. Colocando os veteranos de parte, identifica algumas promessas: «Gosto do trabalho que o Rui Neto faz, mas penso que chegou muito cedo à Selecção Nacional. O Tó Neves tem realizado um trabalho interessante. Há o Paulo Freitas, mas esta época não lhe tem corrido tão bem, o David Oliveira, o Luís Duarte, agora na Selecção Nacional de Sub-20, ou o Pedro Nunes, que alterna o bom com o menos bom. No entanto, não vejo o que fazem nos treinos e os resultados dependem de muitos factores, como o plantel disponível». »
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Fonte: Federação de Patinagem de Portugal

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bruno Matos é campeão brasileiro

A jogar no Sport Clube do Recife, o pernambucano Bruno Matos, que na época passada jogou com as cores oquistas, sagrou-se campeão do Brasil, apontando dois golos na final, 2-3, frente ao Clube Português do Recife. Por aqui pode ainda ler uma entrevista do jogador brasileiro ao Mundo OK, onde revela o orgulho de ter representado o OCB e lança um desejo:
"Espero que, muito em breve, esse clube fantástico volte à disputar todas as provas para ganhar, como há alguns anos atrás."
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Fonte e foto: Mundo OK

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Depois do "póquer", Xixa em destaque no site da FPP

"Não gosto de perder nem a brincar"


Jorge Maceda foi um dos protagonistas da segunda jornada do Campeonato Nacional da I Divisão de Hóquei em Patins: frente à Juventude de Viana, o histórico jogador marcou quatro golos - o último dos quais valeu os três pontos, ao desempatar a partida - e, aos 41 anos, demonstra que ainda consegue atingir níveis exibicionais elevados.

«Continuo a jogar, porque gosto muito de hóquei em patins. Sinto-me bem fisicamente, mentalmente e tenho uma boa recuperação. Estar três ou quatro minutos no banco de suplentes é suficiente para recuperar e voltar a jogar. Além disso, não gosto de perder nem a brincar. Enquanto me sentir bem, mantenho-me como jogador. Destaco, por isso, o trabalho de Paulo Machado, na preparação física», afirma, em declarações ao site da Federação de Patinagem de Portugal, Jorge Maceda, que integra o lote de melhores marcadores, com cinco tentos apontados.

Xixa, como popularmente é conhecido, realça a importância da primeira vitória no campeonato: «Marquei quatro golos, o que nem sempre acontece. Na época passada, apontei três frente ao Paço de Arcos, na vitória por 5-3, o que foi importante para o início da recuperação, pois estávamos no último lugar. O que interessa não é quem marca, mas, sim, a vitória e os três pontos, para que tenhamos confiança nesta fase. A Juventude de Viana é uma equipa diferente, porque perdeu jogadores como Paulo Almeida, Pedro Alves, Gonçalo Suissas e Luís Viana, mas continua a ser uma equipa difícil. Tem o guarda-redes da Selecção Nacional [Sebastian Silva, n.d.r] e Didi, que também é internacional, e aposta em jovens jogadores».

O Óquei de Barcelos viveu momentos atribulados na pré-temporada, a nível directivo, mas Jorge Maceda acredita que o clube está no bom caminho: «Tivemos alguma ansiedade, porque não sabíamos se iria haver um clube novo ou se o Óquei de Barcelos iria acabar. A SAD foi constituída e esperamos que as coisas melhorem. Deram-nos confiança financeira, com o pagamento de dois meses no início da época, e isso é importante»

Currículo de luxo

Jorge Maceda está ligado a algumas das principais conquistas do Óquei de Barcelos, a nível nacional e internacional, como o campeonato português, Taça de Portugal, Supertaça Nacional, Taça das Taças, Taça Intercontinental - Campeonato do Mundo de clubes e Supertaça Europeia: «Foram conquistas fantásticas, com o treinador José Fernandes. Espero que o Óquei de Barcelos volte aos grandes momentos. Não será nesta época, mas acredito que isso irá acontecer nos próximos anos. Comecei a jogar na Académica de Espinho, depois na Sanjoanense, onde me tornei sénior, e entrei no Óquei de Barcelos em 91/92. Saí no final da época seguinte, para a Oliveirense, e andei a «saltar» por diversos clubes. Estou, agora, a iniciar a oitava época no Óquei».

Técnico já com provas dadas

Jorge Maceda acumula, este ano, funções de jogador, com as de treinador dos juniores da equipa minhota. Curiosamente, neste escalão, houve, também, um duelo com a Juventude de Viana, mas o resultado, neste caso, não foi tão feliz: «Perdemos 3-7. A três minutos do fim, estava 3-4, mas, depois, sofremos mais três golos e não tivemos hipótese. Saíram jogadores importantes, mas acredito na equipa. Nos infantis do Óquei, obtive o título regional de infantis, no Candelária, fui campeão dos Açores e consegui o segundo lugar com os juvenis do Braga no distrital, num ano em que só subia o primeiro classificado ao Nacional. Neste caso, foi o Óquei de Barcelos».

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

José Fernandes no Jornal de Barcelos: «Ainda não tenho a equipa que preciso»

"O clube onde sempre me senti bem, onde sempre senti que era a primeira opção, foi no OCB." Quem o diz é o treinador oquista José Fernandes (que já leva mais de dez anos -em 4 "fases"- ao "leme" do clube), em entrevista publicada no Jornal de Barcelos desta semana. O técnico assume que a actual "passagem" por Barcelos "é a mais difícil devido a todos os problemas que o clube atravessou e ainda atravessa", mas não deixa de lembrar que "a primeira também foi difícil, porque era o começar de uma equipa na I Divisão com objectivos imediatos muito fortes, queria-se ganhar muito rapidamente."
Sobre a pré-época, José Fernandes sente que a equipa ("mistura de experiência com juventude") está a corresponder àquilo que é pedido mas deixa o aviso: "Ainda não tenho a equipa que preciso. O plantel ainda não está fechado, precisamos de mais alguém." O treinador afirma nunca ter acreditado que as pessoas de Barcelos deixassem o clube acabar e revela confiança na SAD, "pela credibilidade das pessoas que estão à frente."

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Rui Neto no site da FPP:«É obrigatório estarmos na final»

Rui Neto enfrenta, aos 41 anos, o grande desafio da sua ainda curta carreira, depois de ter brilhado na Juventude de Viana: irá liderar, pela primeira vez, a Selecção Nacional num Europeu. No dia em que começa o estágio no Luso, o técnico reconhece que Portugal pode jogar ao mesmo nível de Espanha na luta pelo primeiro lugar.
Leia a entrevista por aqui.
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Fonte: Federação de Patinagem de Portugal

sábado, 17 de julho de 2010

José Fernandes no site da FPP: «Dá-me gozo treinar o Óquei»

José Fernandes sente-se preparado para continuar a treinar o Óquei de Barcelos, apesar dos momentos difíceis que o clube minhoto atravessa, destacando-se, novamente, a saída de grande parte do plantel e os problemas financeiros que colocaram em causa a sobrevivência na I Divisão.

«A época passada não foi fácil, perdemos muitos jogadores e este ano volta a acontecer a mesma coisa. Mas sinto-me motivado e dá-me gozo treinar o Óquei de Barcelos. Ter dinheiro, jogadores e ganhar títulos é menos difícil do que esta situação. Mas isto é como plantar uma árvore e ver, novamente, o pavilhão cheio, como no final da época passada», afirma José Fernandes, em declarações ao site da Federação de Patinagem de Portugal.

O treinador vai iniciar o décimo ano como técnico dos minhotos, impossibilitado de lutar pelos títulos, em contraste com as épocas de domínio do campeonato nacional, como nas temporadas 92/93 e 95/96: «Vamos construir uma equipa e tentar garantir a permanência. Ficámos com Ginho, Leal, Xixa e Chumbinho e já temos dois ou três jogadores em análise».

Campeão europeu no FC Porto, bicampeão nacional com os dragões e minhotos, entre outros troféus nacionais e internacionais, José Fernandes garante, aos 60 anos, que ainda não ganhou tudo: «Falta-me, ainda, ser campeão na II e na III divisões. Ao contrário do que se pensa, a II Divisão é forte. Costumo acompanhar as equipas da zona norte e já atingem um nível que há uns anos era impensável».

Descoberto por Pinto da Costa

José Fernandes está, profissionalmente, ligado ao norte do País, mas foi na CUF, sedeada no Barreiro, que começou a evidenciar-se como jogador: «Foi o Pinto da Costa que me levou para o FC Porto. Sou sócio do clube, sempre fui bem tratado, tive oportunidades para voltar, mas é no Óquei de Barcelos que me sinto melhor, porque me consideraram sempre como a primeira escolha».

Sem prémio da FPP

José Fernandes é federado há 46 anos, 28 dos quais como treinador, depois de ter terminado de jogar aos 32 anos: «Penso que a Federação já me devia ter dado um prémio», afirma o treinador, entre sorrisos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Entrevista de Pedro Faria no Jornal de Barcelos

Pedro Faria, vice-presidente do Óquei Clube de Barcelos
“Tenho a obrigação moral de não abandonar”

O rosto mais visível do dirigismo do Óquei Clube de Barcelos, na actualidade, o demissionário vice-presidente Pedro Faria, concedeu uma entrevista ao Jornal de Barcelos, quando o clube vive a sua maior crise de sempre. As dívidas de um milhão de euros, o vazio directivo (falta de “gente para trabalhar”) e a criação da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) são alguns dos temas mais pertinentes. O dirigente aborda ainda a época desportiva, que acabou por ser salva com a manutenção na I Divisão, e diz estar a construir a próxima temporada.

Por que voltou a demitir-se, nesta altura?
Já o tinha feito quando foi a assembleia e foi-me pedido para não o fazer. Na altura, reuniu-se novamente um grupo de trabalho, mas as condições não foram reunidas. Nesta altura, como não punha em causa a manutenção nem a constituição da SAD, bati com a porta, porque não havia condições para trabalhar. Não havia gente, não valia a pena continuar.

Mas continuou com o clube…
Não continuei, estou demitido, só que, enquanto não houver assembleia, tem que se gerir os destinos do clube, não podemos abandoná-lo. Há quem simplesmente o abandone, mas devido ao compromisso que tenho com os jogadores, um compromisso de amizade, não ia deixá-los ficar no deserto total.

E para quando haverá uma assembleia?
Só o presidente da assembleia [José Augusto Vilas Boas] é que pode dizer o que vai fazer dos destinos do clube. Só ele é que tem autonomia para o fazer. Segundo o estatuto geral de demissões, as pessoas têm que fazer a gestão ordinária do clube, até haver uma solução. E é isso que eu e as pessoas que saíram comigo estamos a fazer.

Então o Pedro Faria, neste momento, no clube, que funções desempenha?
Nenhuma. A única função que tenho é a obrigação moral de não abandonar o clube, não abandonar os jogadores, porque eles não têm mais ninguém. E não os vou deixar sozinhos.

O Óquei está abandonado? Não tem gestão?
A gestão continua a ser feita em questões corriqueiras: marcar jogos, pagar facturas à federação, tentar arranjar dinheiro para pagar aos jogadores. Continuamos a fazer o apoio desportivo até o presidente da assembleia arranjar uma solução.

Não devia ter sido já criada uma assembleia?
O presidente da assembleia tem trinta dias para criá-la. Nós temos responsabilidades, não podemos chegar lá e dizer que vamos embora. Temos que assegurar o clube até uma próxima assembleia. Nós não viemos embora porque não havia ninguém para tomar conta daquilo, nem para dar os bolos e os sumos aos miúdos. O grande mal desta direcção é que 80% das pessoas andam lá para aparecer nas fotografias.

E é possível um clube sobreviver nestas circunstâncias?
Não, não é possível. Ele vai sobrevivendo à custa de muito esforço.

Há uma auditoria bastante pesada para com as direcções anteriores, nomeadamente de José Carvalho e José Augusto Vilas Boas.
A auditoria é pública, agora se é ou não pesada… Existem problemas, mas os problemas não se podem meter na gaveta, têm que ser resolvidos, e é preciso haver gente para os resolver.

Qual é a gravidade desses problemas?
São graves. Há dívidas avultadas, mas tem que se resolver os problemas. Tem que haver gente para trabalhar. Não podemos metê-los na gaveta. Por isso, não faz sentido continuar com este grupo de trabalho, porque se as pessoas não aparecem, não têm disponibilidade, então não faz sentido estarem lá.

Está disponível para continuar?
No Óquei, não.

Está disponível para quê?
Para a SAD.

E porquê a SAD e não o Óquei?
Tem que se separar o Óquei e a SAD. Tem que haver um grupo de pessoas para gerir e resolver os problemas do clube e outras pessoas só para se preocuparem com a SAD. O Óquei tem participação na sociedade e tem que ter alguém ligado à administração.

O PEC continua a ser pago?
Não.

Porquê?
Na segunda fase da inspecção tributária, teve que escrever-se tudo de novo. Quando o Óquei foi tributado teve que se fazer de novo o PEC, rever a forma como o clube ia arranjar fundo de maneio, que não há.

Em que sanções incorre o clube pelo não cumprimento desse plano?
Penhoras.

E que património há para penhorar?
O clube fica bloqueado perante os seus patrocinadores, perante os subsídios…

O Óquei deve cerca de um milhão de euros, o clube tem como pagar isto? A falência é um cenário possível?
Isso não. Há clubes a dever muito mais. O Óquei tem viabilidade, mas precisa de ter pessoas a trabalhar nele. Quando um clube tem apenas três ou quatro pessoas, essas pessoas trabalham na área desportiva. Tem que haver outras pessoas para fazerem o trabalho de secretaria.

Em que fase está a SAD?
Está na fase de criação de imagem, dos layouts, da apresentação. Fizemos um protocolo com o IPCA, que está a tratar dessa parte. Até 30 de Junho será apresentada.

Como é que explica que, há pouco mais de um ano, houvesse umas eleições tão participadas e agora não haja pessoas para trabalhar? Desse interesse todo como é que se passa para este vazio?
Não consigo perceber. Essa assembleia tinha 300 ou 400 pessoas, agora fazem-se assembleias com 24 sócios, como a última. As pessoas reclamam, falam na praça pública, mas, nas assembleias, que é onde devem falar, não aparecem. É um desinteresse total.

Quantos sócios tem o Óquei?
Cerca de mil, mas pagantes são cerca de 300 a 400.

A receita publicitária e o apoio dos patrocinadores diminuíram…
Muito, mas os custos também, e bastante.

Mesmo assim, a receita é suficiente para fazer face às despesas?
Neste momento, vai-se doseando. A receita é muito limitada. Vai sendo a boa vontade dos amigos do clube e de algumas pessoas que injectam dinheiro. Fala-se muito nos jornais que o Óquei deve salários…

Mas não deve?
Temos ordenados em atraso. Mas nem um mês…
Que receita o Óquei precisa mensalmente?
O Óquei necessita de uma receita anual de 200 mil euros, para manter o plantel actual. Mas para pagar as dívidas precisa de muito mais.

Este descalabro financeiro deve-se a quem? Como é que o clube chega a uma posição de quase não retorno?
Eu não estava no Óquei nessa altura, não sei o que se passou.

Mas entretanto passou por lá e apercebeu-se.
Não sei como é que isso pôde acontecer. Sei que houve muita gente que passou por lá e que deixou muito dinheiro e não quiseram reaver essas dívidas. Imagine como é que estava o clube se essas pessoas quisessem reaver o dinheiro. Eu trabalhei com o José Augusto Vilas Boas, ele era credor e assinou uma declaração a dizer que não queria o dinheiro de volta.

Num âmbito mais desportivo, o Óquei estava em último no Natal, agora recuperou e tem a manutenção assegurada. O plantel surpreendeu-o? Tendo em conta que são jogadores jovens como Hugo Costa, Zé Pedro…
Quando construí o plantel já sabia o valor deles. Muito já vinham dos juniores. A equipa levou o seu tempo; treinador novo, métodos novos, mas sabíamos que mais tarde ou mais cedo ia dar resultado. Começaram a trabalhar mais tranquilos e começaram a assimilar as ideias do treinador. Quando fomos buscar o José Fernandes, sabíamos que tínhamos que ir buscar alguém com aquela classe para pôr os miúdos a rolar. E, hoje em dia, deve ser o clube que tem mais jogadores a serem cobiçados.

Por falar em jogadores cobiçados, quais do actual plantel estão confirmados para a próxima época?
Quase todos. A maior parte tem contrato, são da formação. O técnico está a ver onde quer dar um retoque, mas é cedo para tratar desse assunto. A ideia continua a mesma, ser uma equipa com 60 a 70 por cento de formação. Os guarda-redes, o Chumbinho, o Zé Pedro e o Xixa têm contrato.

O Óquei está a pensar ir ao mercado?
O José Fernandes diz, com muita razão, que os que vierem têm que ser melhores que os que temos. Se tivermos capacidade financeira para o fazer e se eles vierem ajudar o clube, é lógico que vamos ao mercado. Temos que fazer ajustamentos que o técnico já nos disse quais eram. Já disse quem queria e agora estamos a falar com as pessoas.

E quem são essas pessoas?
É muita gente. Tenho uma lista de 20 jogadores, por isso… Para escolher dois, imagine. Ainda não há nomes. Mais ou menos temos uma ideia. Eu quero os melhores, mas isso é impossível. Os melhores estão todos no Porto, já estão assinados. A querer, queria o Reinaldo Ventura e o Cacau. Eles a porem a bola para estes miúdos correrem, aquilo era uma máquina de jogar hóquei.

E aquela possibilidade que se falava dos irmãos Bertolucci?
Não faz sentido nenhum. Os Bertolucci são excelentes jogadores, é lógico que se virmos pela parte de chamar pessoas ao pavilhão, eles eram uma grande aposta, mas o Óquei não tem capacidade financeira. Se aparecer alguém disposto a pagar, eles são bem-vindos.

E a questão do contrato com o José Querido?
Se houvesse um contrato com o José querido ele era o treinador do Barcelos.

Mas preferia o José Querido ao José Fernandes?
Não. São os dois bons técnicos. O José Fernandes, depois de muita gente ter recusado assumir esta equipa, teve a coragem de o fazer. Acreditou em nós, acreditou na equipa e é um senhor do hóquei em patins. São os dois, uns senhores do hóquei em patins.

O José Fernandes é o treinador ideal?
É o treinador ideal para este projecto. As provas estão dadas e tem mais um ano de contrato.

Há um ano falou que era necessário limpar o clube, conseguiu?
O clube está limpo, não está lá ninguém…

Mas na altura o que queria dizer com “limpar”?
Quando eu disse isso, as pessoas pensaram que havia gente a aproveitar-se do clube. Mas limpar o clube tem a ver com as pessoas terem que arregaçar as mangas e trabalhar. É esse o sentido: ter uma equipa para trabalhar. Há muita gente que saiu e que faz falta ao clube. Uma coisa é certa, eu tenho a consciência tranquila. Quando me pediram para continuar, para retirar a carta de demissão, fiz o que foi combinado - eu e outros que se demitiram comigo: o António [Gomes], o Nélson [Araújo], o Duarte e outras pessoas. Concordo que isto é uma cowboiada, uma palhaçada autêntica. Além de que brincam connosco também, porque acabamos por andar sempre os mesmos.

Em relação a Vítor Silva e André Torres, pode dizer-se que eles deixaram um importante legado no Óquei?
São dois bons treinadores. O André é meu amigo, é uma pessoa que gosta muito do Óquei e é um excelente treinador. Posso dizer-lhe que houve aquelas confusões de despedimentos, SMS e não sei quê, mas ele não saiu em divergências comigo. Quando as notícias vieram a público já não havia divergências.

Mas não falou do Vítor Silva…
Ainda falo com ele muitas vezes ao telefone. É um grande treinador. Serviu o clube 20 anos, como jogador e treinador. Foi um grande exemplo para as camadas jovens.

Então não está fora de questão voltar a trabalhar com eles?

Enquanto trabalhámos juntos, tivemos desavenças, como é normal, mas houve sempre profissionalismo e lealdade. Os jogadores e treinadores que saíram daqui foram sempre leais. Se proporcionar-se um dia voltarem a Barcelos, não serei um entrave. Eu gostava de ver, um dia, o André Torres a treinar os seniores do Óquei de Barcelos. Tenho com toda a gente que passou por cá uma relação de amizade.

Voltando um bocado ao início, o Óquei é um clube à deriva?
O Óquei não é um clube à deriva, porque as pessoas que se demitiram ainda têm o bom senso de continuar lá, até alguém arranjar uma solução. E porque a Câmara tem-nos dado muito apoio.

Que tipo de apoio?
O que pode dar. O Óquei não pode receber subsídios do Município, mas eles têm-nos acompanhado e posso dizer que se neste momento a Câmara não estivesse ao nosso lado, das pessoas que estão cá a trabalhar, o Óquei de Barcelos era um clube à deriva, os jogadores andavam sozinhos. O protocolo com o IPCA, na criação da SAD, foi feito através da Câmara. Tenho recebido um apoio enorme do executivo.

domingo, 8 de junho de 2008

Grande entrevista de Vítor Silva à BTV

Vítor Silva, treinador do OCB, concedeu uma entrevista à BTV (televisão online de Barcelos). Frontal, responde as todas as questões colocadas sem rodeios. Fala do orgulho que é treinar o clube, das eleições para a direcção, das saídas e das entradas para o plantel sénior... Vale a pena ver e ouvir.

Clique na imagem para ver o vídeo!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Boletim OCB

O OCB teve uma excelente iniciativa, lançou um Boletim do clube, gratuito, que se encontra disponível no pavilhão e em mais locais da cidade. O Boletim visa a promoção do clube e, no Nº6, de 9 a 15 de Janeiro, saiu com uma entrevista a Nuno Resende que será aqui transcrita na íntegra.
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Nuno Resende (NR) é o número 12 do plantel sénior Óquei Clube de Barcelos, ocupa a posição de defesa/médio, e esta é a segunda época que veste a camisola do clube. Tem 32 anos e é natural de São João da Madeira.
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Como surgiu o gosto pelo Hóquei em Patins?
NR: Foi por intermédio do meu pai, pois ele era director das camadas jovens da AD Sanjoanense e levou-me para a patinagem com 5 anos.
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Tiveste dúvidas que este era o caminho certo a seguir?
NR: Nunca tive dúvidas. Foi sempre a minha paixão e tive sempre a meta de ser hoquista profissional.
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Ficaste satisfeito com a tua vinda para o OC Barcelos?
NR: Muito. Cresci a ver muito Hóquei em Patins e, uma das equipas que admirava, era o Óquei, por isso, foi com grande orgulho que vim para o clube.
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Qual o balanço que fazes enquanto jogador do OCB?
NR: Positivo.
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Vestir a camisola do OCB é...
NR: Muito importante para mim, mas com a mesma responsabilidade e empenho dos outros clubes onde joguei.
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Achas que existe união de grupo entre os vários elementos da equipa?
NR: Bastante. O ambiente no balneário é saudável.
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O que mais te preocupa enquanto jogador de Hóquei em Patins?
NR: As lesões, pois tudo o resto é ultrapassável.
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Quais são as tuas expectativas para o futuro?
NR: Ganhar o próximo jogo.
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Para ti, qual é o melhor jogador de Hóquei em Patins até ao momento?
NR: Alberto Borregán.
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Umas palavras para os leitores do Boletim OCB...
NR: Desejo aquilo que normalmente digo aos meus amigos e familiares, muita saúde e felicidades desportivas.